Como foi maravilhoso realizar o ensaio fotográfico sobre a Paixão de Cristo, do Recife. Foram quatro dias de emoção e dedicação com este trabalho acadêmico. Diante mão, minha emoção maior seria fotografar o lado de dentro da Restauração, um olhar curioso de como vive um paciente que necessita daquele hospital, que poucos sabiam até então, porque no dia seguinte que tive a ideia, Mônica Silveira, repórter da Rede Globo Nordeste apresentou pela primeira vez o lado de dentro e positivo do maior pronto-socorro do Norte Nordeste. Acabando assim meu prazer em desvendar o mistério. O que há por trás daquela porta com o nome em caixa alta, EMERGÊNCIA?
Após a jornalista global quebrar minha obsessão. Fiquei pensando em o que registrar que possa marcar para sempre minha em vida, a disciplina de fotojornalismo? De imediato veio um feeling, de fotografar um parto natural, na água. Algo diferente e corajoso. Afinal, nunca vi nenhuma criança nascendo. Seria algo que aceleraria ainda mais meu foco no que gostaria de fazer. Então entrei em contato com a jornalista Nataly Queiroz, no qual é assessora de imprensa do Grupo Curumim, organização que trabalha com parto natural em casa, na água, ainda prevalecem àqueles partos antigos com parteiras. Como meu objetivo no momento seria o nascimento de uma criança na água, tive a informação de uma das parteiras que estava previsto um parto em Maceió/AL, aproximadamente para 15 dias, visto que em parto normal as contrações para dar a luz enganam bastante, então requeria tempo para esta aventura compromissada. E infelizmente não tive condições de abraçar esta ideia.
Então foi quando conversei com Maria Eugênia Nunes das dificuldades que estava encontrando e disse que gostaria de fotografar algo que proporcionasse adrenalina. Com isso, Eugênia desistiu também pela falta de tempo. E falou que a professora Silvania Nobre sugeriu fazer a Paixão de Cristo comigo. Só que ela teria de viajar, e de imediato aceitei. Adorei a ideia. Teria público, artistas, movimentação, emoção, luz e o que estava buscando adrenalina.
Realizei minha atividade em três dias, dos quatro de apresentação. Era feriado nacional e tinha agendado com meu pai em visita-lo, no Rio Grande do Norte, local onde mora. Mas, decidi apostar na Paixão, e entrei de cabeça. Foi emocionante demais. Não desperdicei meu feriado, utilizei técnicas que aprendi em sala de aula, fotografei com a câmera Nikon D3000, da amiga de sala Silvia Régis, recebi todo apoio da orientadora Silvania Nobre para ter um bom material, e tive a oportunidade de fazer alguns registros com uma teleobjetiva facilitando nos detalhes e particulares das fotos.
Estou realizado. Só tenho a agradecer professora, jornalista e fotógrafa Silvania Nobre por esta oportunidade maravilhosa que é a sensibilidade da máquina fotográfica. Meu olhar mudou muito, afinal, fotografar é olhar além do que podemos observar.
Muito Obrigado!
Diogo Franco.
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